Atelier Integrado A — Méier

Atelier Integrado A — Méier
Rafael Barcellos (DPA)
Sergio Fagerlande (DPUR)
Juliana Pavan (DHT)
Eliane Silva Barbosa (DTC)

Dia(s): Todos (Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta)
Horário: 08:00 às 12:00
Turmas: 1
Dep.: DHT, DPA, DPUR, DTC
Tipo: Atelier Integrado
Código: FAW470, FAP470, FAU473, FAT351, FAH470

O Ateliê A, desde a implantação do Ateliê Integrado do 7º período, vem trabalhando com áreas consideradas APACs (Área de Proteção do Ambiente Cultural), ou seja, conjuntos edificados protegidos pelo IRPH (Instituto Rio Patrimônio da Humanidade) por meio de instrumento legal previsto no Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro. Foram trabalhadas as áreas da Central do Brasil, no Centro do Rio de Janeiro (2023-2 e 2025-1), do bairro de Marechal Hermes (2024-1 e 2025-2) e do bairro de Santa Cruz (2024-2 e 2026-1).

Neste semestre, o Ateliê A inicia um novo percurso de investigação, com o propósito de trabalhar bairros do subúrbio ferroviário carioca que possuem potencial histórico, arquitetônico e urbanístico para se tornarem APACs. O subúrbio do Rio de Janeiro abriga um expressivo conjunto de edificações históricas e culturais. No entanto, a distribuição dos bens tombados e preservados na cidade revela a baixa representatividade da região suburbana nos processos de proteção institucional.

Diferentemente do ciclo trabalhado anteriormente (Central – Marechal Hermes – Santa Cruz), serão estudados sequencialmente três bairros do subúrbio ferroviário que ainda não possuem proteção por APAC. Nesse contexto, o bairro do Méier foi escolhido como ponto de partida desse novo ciclo de investigação sobre o potencial de preservação patrimonial dos bairros suburbanos cariocas.

A escolha do bairro do Méier justifica-se pela experiência em se trabalhar áreas dos subúrbios e seus patrimônios, material e imaterial. A ideia de se entender e projetar incluindo a análise da história urbana, de projetos e do processo de preservação de bairros ligados pela linha do trem, é um dos interesses do ateliê A. A experiência acumulada pelos professores, tanto em disciplinas de projeto como em pesquisas sobre subúrbios e seu patrimônio nos leva a buscar uma abordagem que valorize essas áreas, e busque relações entre as diversas centralidades da cidade.

A proposta do ateliê é de que a experiência de projeto se relacione com a ideia de transformação e de pensar a cidade e seu patrimônio de maneira que rompa as ideias preconcebidas a respeito das periferias e de sua história, contribuindo para uma integração de partes muitas vezes distantes, não somente fisicamente, mas verdadeiramente esquecidas da metrópole.